PORTARIA NORMATIVA Nº 1174/MD, DE 06 DE SETEMBRO DE 2006
Seção 2 - Cardiopatia Grave
5. Afecções ou doenças capazes de causar cardiopatia grave
5.1. Cardiopatia Isquêmica – Caracterizada por:
a) quadro clínico:
1) angina, Classes III e IV, da NYHA e da Canadian Cardiovascular Society, apesar de responder à terapêutica;
2) manifestações clínicas de insuficiência cardíaca; e
3) arritmias (associar com dados do ECG e do Holter);
b) eletrocardiograma (repouso):
1) zona elétrica inativa (localização e magnitude);
2) alterações isquêmicas de ST-T;
3) distúrbios da condução atrioventricular e intraventricular;
4) hipertrofia ventricular esquerda;
5) fibrilação atrial crônica; e
6) arritmias ventriculares complexas (associar com dados do Holter);
c) radiografia do tórax:
1) cardiomegalia; e
2) congestão venocapitar pulmonar;
d) teste ergométrico:
1) limitação da capacidade funcional (<5 MET);
2) angina, em carga baixa (<5MET);
3) infradesnível do segmento ST;
(a) precoce (carga baixa);
(b) acentuado (>3mm);
(c) morfologia horizontal ou descendente; e
(d) múltiplas derivações;
4) duração prolongada (> 6 min no período de recuperação);
5) supradesnível de ST, sobretudo em área não relacionada a infarto prévio;
6) comportamento anormal da pressão arterial diastólica (variação de PD > 30 mm Hg);
7) insuficiência cronotrópica (elevação inadequada da freqüência cardíaca);
8) sinais de disfunção ventricular esquerda associada ao esforço; e
9) arritmias ventriculares, desde que associadas a outros sinais de resposta isquêmica;
e) cintilografia miocárdica associada a teste ergométrico (Tálio, MIBI, Tecnécio):
1) defeitos de perfusão múltiplos ou áreas extensas (áreas hipocaptantes definitivas ou transitórias);
2) dilatação da cavidade ventricular esquerda ao esforço;
3) hipercaptação pulmonar;
4) fração de ejeção (FE) em repouso menor ou igual a 0,35 (valor específico para o método);
5) comportamento anormal da FE ao exercício (variação da FE menor que 5%); e
6) motilidade parietal regional ou global anormal;
f) cintilografia miocárdica associada a dipiridamol e outros fármacos – interpretação semelhante à definida para a cintilografia com teste ergométrico;
g) ecocardiograma (em repouso):
1) fração de ejeção menor ou igual a 0,40 (valor específico para o método);
2) alterações segmentares da contratilidade ventricular;
3) dilatação das câmaras esquerdas, especialmente se associada à hipertrofia ventricular esquerda; e
4) complicações associadas: disfunção dos músculos papilares, insuficiência mitral, comunicação interventricular, pseudo-aneurismas, aneurismas, trombos intracavitários;
h) ecocardiograma associado a esforço ou procedimentos farmacológicos:
1) aparecimento de alterações de contratilidade segmentar inexistentes no Eco em repouso;
2) acentuação das alterações de contratilidade preexistentes; e
3) comportamento anormal da FE ao exercício (variação da FE menor que 5%);
i) eletrocardiografia dinâmica (Holter):
1) alterações isquêmicas (ST-T) associadas à dor anginosa ou sintomas de disfunção ventricular esquerda;
2) isquemia miocárdica silenciosa (magnitude e duração);
3) arritmias ventriculares complexas;
4) fibrilação atrial associada à isquemia; e
5) distúrbios de condução atrioventricular e intraventricular relacionados à isquemia;
j) cinecoronarioventriculografia:
1) lesão de tronco de coronária esquerda maior ou igual a 50%;
2) lesões triarteriais moderadas a importantes (maior ou igual a 70% do terço proximal ou médio), e, "eventualmente" do leito distal, dependendo da massa miocárdia envolvida;
3) lesão bi ou uniarterial menor ou igual a 70%, com grande massa miocárdica em risco;
4) lesões ateromatosas extensas e difusas;
5) fração de ejeção menor ou igual a 0,40;
6) hipertrofia ventricular esquerda e dilatação ventricular esquerda;
7) áreas significantes de acinesia, hipocinesia e discinesia;
8) aneurisma de ventrículo esquerdo; e
9) complicações mecânicas: insuficiência mitral, comunicação interventricular;
l) fatores de risco e condições associadas:
1)idade maior ou igual a 70 anos, hipertensão, diabetes, hipercolesterolemia familiar; e
2) vasculopatia aterosclerótica importante em outros territórios (central, periférico);
m) pós-infarto do miocárdio:
1) disfunção ventricular esquerda (áreas de acinesia, hipocinesia e discinesia);
2) isquemia a distância (em outra área que não a do infarto);
3) arritmias ventriculares complexas;
4) idade avançada; e
5) condições associadas.
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