Principal | Contato | Mapa do Site
 
 

Tabela TNM

 

Introdução

A História do Sistema TNM

O Sistema TNM para a classificação dos tumores malignos foi desenvolvido por Pierie Denoix (França), entre os anos de 1943, e 1952.

Em 1950, a UICC nomeou um Comitê de Nomenclatura e Estatística de Tumores e adotou, como base para seu trabalho na classificação do estádio clínico, as definições gerais de extensão local dos tumores malignos sugeri das pelo Sub-Comitê de Registros de Casos de Câncer e Apresentação Estatística, da Organização Mundial da Saúde (OMS).

Em 1953, o Comitê da UICC realizou um encontro conjunto com a Comissão Internacional de Estadiamento e de Apresentação de Resultados do Tratamento do Câncer, indica da pelo Congresso Internacional de Radiologia. Foi conseguido um acordo no que diz respeito à técnica geral de classificação pela extensão anatômica da doença, usando o Sistema TNM.

Em 1954, a Comissão de Pesquisa da UICC criou um Comitê Especial, o Comitê de Estadiamento Clínico e Estatística Aplicada, para "prosseguir os estudos nesse campo e estender a técnica geral de classificação p/ o câncer em todas as localizações anatômicas".

Em 1958, o Comitê publicou as primeiras recomendações, para a classificação em estádios clínicos dos

cânceres da mama e laringe e para a apresentação dos resultados.Uma segunda publicação em 1959,

apresentou propostas revisadas para o câncer de mama, para o uso clínico e avaliação em um período de 5 anos

(1960-1964).

Entre 1960 e 1967, o Comitê publicou nove brochuras descrevendo propostas de classificação p/ vinte e três localizações primária. Foi recomendado que as propostas de classificação para cada localização anatômica fossem submetidas a estudos prospectivos ou retrospectivos por um período de 5 anos.

Em 1968, essas brochuras foram reunidas em um livrete, o Livre de Poches, e, um ano mais tarde, um livrete complementar foi publicado, pormenorizando recomendações para o estabelecimento de áreas de estudo, para a apresentação de resultados finais e para a determinação e expressão de taxas de sobrevida.

O Livre de Poche foi em seguida, traduzido para onze idiomas.

Em 1974 e 1978, foram publicadas a segunda e a terceira edições, contendo novas classificações de localizações anatômicas e correções das classificações anteriormente publicadas. A tercei ra edição foi aumentada e revisada em 1982. Ela continha novas classificações para alguns tumores da infância. Isso foi realizado em colaboração com La Société Internationale d'Oncologie Pédiatrique (SIOP). Em 1985, uma classificação dos tumores oculares foi publicada separadamente.

Com o passar dos anos, alguns usuários introduziram variações nas regras de classificação de certas localizações anatômicas.

A fim de corrigir tal fato, a antítese da padronização, os comitês nacionais do TNM, em 1982, concordaram em formular um único TNM. Vários encontros foram realizados para, unificar e, atualizar as classificações existentes, bem como desenvolver outras. O resultado foi a quarta edição do TNM.

Em 1993, o Projeto publicou o Suplemento da Classificação TNM. O propósito deste trabalho foi promover o uso uniforme desta classificação, através de explanações detalhadas das regras do sistema TNM com exemplos práticos. Ele também incluiu propostas para novas classificações e expansões opcionais de categorias selecionadas.

Em 1995, o Projeto publicou Fatores Prognósticos do Câncer, uma compilação e discussão sobre os fatores prognósticos do câncer para cada localização anatômica.

A presente edição (5ª) contém as regras de classificação e estadiamento que correspondem exatamente àquelas que aparecem na quinta edição do Manual para Estadiamento do Câncer, da AJCC (1997) , e tem a aprovação de todos os comitês nacionais do TNM -listados nas páginas xvii-xxi, junto com os nomes dos membros dos comitês da UICC associados ao Sistema TNM.

A UICC reconhece que para a estabilidade da Classificação TNM há a necessidade de que sejam acumulados dados de uma maneira ordenada, por um período razoável de tempo. Da mesma forma, é intenção que as classificações publicadas neste livrete devam permanecer inalteradas até que grandes avanços do diagnóstico ou do tratamento, relevantes para uma determinada região anatômica, requeiram uma reconsideração da atual classificação.

Para desenvolver e sustentar um sistema de classificação aceitável para todos, os usuários, há a necessidade de uma ligação próxima de todos,comitês nacionais e internacionais. Somente dessa forma todos os oncologistas estarão aptos a usar um .idioma comum na comparação de seu material clínico e na avaliação dos resultados do tratamento. O objetivo contínuo da UICC é alcançar o consenso numa classificação da extensão anatômica da doença.